Cemrin Dansin vs Mamelodi Sundowns. Tshepang Moremi vs Magesi FC. Mbekezeli Mbokazi vs Siwelele FC. Kamogelo Sebelebele vs Stellenbosch FC.
Quatro nomes, quatro momentos – quatro golos que, juntos, transformam uma tarde comum da Betway Premiership numa sequência de imagens que justificam, à primeira vista, uma hipótese séria para a lista da FIFA Puskás 2026. Reuni num único vídeo as quatro jogadas (o mesmo vídeo que acompanha este artigo) para que qualquer adepto possa verificar, frame a frame, por que razão estes remates têm sido descritos como “Puskás-worthy” por redes sociais e canais especializados.
Comecemos por Cemrin Dansin – o miúdo que, numa visita ao Loftus Versfeld, deixou Ronwen Williams sem reação com um remate que entrou no ângulo como se tivesse sido desenhado. O texto longo sobre a jogada, na reportagem do IOL, descreve o momento com precisão: um voleio potente, de meia distância, que explodiu contra a rede e acendeu uma discussão legítima sobre a sua candidatura ao Puskás. Para além do espetáculo, pesou o contexto: um clássico sul-africano, transmissão ampla, e um gesto técnico que é ao mesmo tempo belo e difícil de replicar.
Tshepang Moremi, por sua vez, foi o autor de um remate – colocado e inesperado – contra o Magesi FC que mais pareceu um passe direito para a história. O clipe que circula (e que está incluído no nosso vídeo) mostra Moremi ajustar o corpo em velocidade e soltar um tiro que entra colocado, com meia altura e precisão cirúrgica. A reação dos comentaristas e a viralização instantânea em plataformas sociais explicam porque muitos já consideram a hipótese de nomeação.
Mbekezeli Mbokazi ofereceu algo diferente: um “screamer” de longa distância que decidiu um duelo a eliminar. O blog da Hollywoodbets documentou o impacto do golo – um remate desde fora da área (ou até do meio-campo, dependendo do enquadramento) que não só venceu a baliza adversária como carimbou a passagem aos quartos-de-final da prova. Golos deste tipo têm um apelo emocional especial entre os votantes do Puskás: raridade, surpresa e aquele efeito “não acredito no que acabei de ver”.

Kamogelo Sebelebele fechou o quarteto com um gesto técnico que já foi reconhecido internamente na liga – Goal of the Month e muita cobertura nos destaques da jornada. Contra o Stellenbosch, Sebelebele fez um remate que reuniu potência, colocação e belo timing; a câmara lenta mostra a bola a beijar o ângulo e o público a levantar-se em massa. Tais golos, além de bonitos isoladamente, ganham força quando colocados lado a lado com os demais – formam uma narrativa coletiva sobre a capacidade criativa (e matadora) do plantel do Orlando Pirates na temporada 2025–26.
E seria plausível, então, que os quatro fossem submetidos à consideração para o Puskás 2026? Sim – e por várias razões práticas. O prémio da FIFA valoriza “a beleza estética do golo”, sem distinção de campeonato ou nacionalidade, e repudia golos resultantes de sorte ou erro grosseiro; todos os quatro remates cumprem estes requisitos à vista desarmada. Além disso, a visibilidade (partilhas, vídeos virais e cobertura por meios especializados) é um factor crítico: quanto mais circula o clip oficial do golo, maior a probabilidade de chegar às mesas onde se discutem nomeações e listas preliminares. (Sobre os critérios formais do Puskás e a filosofia da FIFA relativamente ao prémio, veja-se o resumo oficial da FIFA).
Na prática – e sem prometer fórmulas mágicas – a estratégia de promoção para transformar estes golos em candidatos sérios deveria seguir três vectores concretos: 1) multiplicar excertos oficiais e em alta qualidade (clips do clube, zooms, angles distintos) para alimentar redes e garantir impressões; 2) envolver federações, imprensa desportiva e personalidades do futebol sul-africano para que estes golos sejam referenciados em listas e debates que a FIFA observa; 3) criar uma narrativa única para cada golo – não apenas “um belo remate”, mas a história por trás: juventude promissora, contexto do jogo, dificuldade técnica, importância competitiva. A soma da estética com contexto e difusão tem sido, historicamente, uma receita eficaz.
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Por fim, o vídeo compilado aqui funciona não só como montra técnica, mas como documento de campanha: um folheto visual que jornalistas, federações e torcedores podem usar para discutir e, quiçá, empurrar uma candidatura sul-africana para a ribalta mundial. Se o Orlando Pirates e os seus fãs decidirem unir esforços – amplificando os clips nos canais oficiais, solicitando menções e contactando órgãos de comunicação desportiva internacionais – a hipótese de ver um destes quatro golos na lista de finalistas do Puskás 2026 deixa de ser mera fantasia: torna-se uma possibilidade concreta e explicável.
Assista ao vídeo embutido neste artigo – veja os quatro momentos um após o outro – e tire as suas próprias conclusões. Se souber de outros detalhes (ângulos alternativos, entrevistas com os autores dos golos ou reações oficiais do clube), traga-os; a história ainda está a ser escrita, e estes remates merecem ser julgados pela ordem certa: beleza, contexto e alcance.
