Os leões foram eliminados por 1-0 no agregado, após um empate sem golos no Emirates Stadium, com a vantagem mínima do Arsenal na primeira mão a revelar-se decisiva num confronto muito equilibrado.
Apesar do resultado, Borges acredita que a sua equipa merecia mais dos dois jogos, destacando o desempenho global e a intenção ofensiva.
“Acho que ‘orgulho’ é a palavra certa”, disse Borges após o encontro. “Pelo que os jogadores fizeram nos dois jogos, merecíamos mais – talvez até o prolongamento. Criámos as melhores oportunidades ao longo das duas partidas.”

O Sporting bateu-se de igual para igual com o Arsenal, demonstrando disciplina defensiva e mantendo-se uma ameaça constante no ataque. Borges apontou a execução tática da sua equipa como um fator-chave para travar uma das equipas mais perigosas da Europa.
“Em termos estratégicos, a equipa foi excelente”, explicou. “O Arsenal não criou muito na nossa área, nem aqui nem em Lisboa. Fomos equilibrados com bola e não deixámos que a qualidade individual deles decidisse a eliminatória.”
Fiel à sua identidade, o Sporting manteve a sua filosofia ofensiva ao longo do encontro, recusando abdicar do seu estilo mesmo sob pressão.
“Gostamos de controlar o jogo e praticar um futebol ofensivo, e mantivemo-nos fiéis a isso”, acrescentou Borges. “O caráter e a personalidade que a equipa demonstrou foram extraordinários.”
Embora a eliminação europeia seja sempre um revés, Borges garantiu que o sentimento no balneário era de orgulho, e não de frustração.
“Não há frustração, apenas orgulho”, afirmou. “Se queremos competir com os melhores da Europa, temos de estar preparados para jogar de três em três dias. É esse o nível que procuramos alcançar.”
Ao refletir sobre a campanha europeia do Sporting, Borges descreveu-a como um marco importante no crescimento contínuo do clube.
“Foi uma campanha europeia muito positiva”, concluiu. “Mostrámos a história e a força do Sporting. O clube está a crescer e conquistámos respeito – não só por nós, mas também pelo futebol português.”
